20051022

Sábado 22

20051019

Sexta 21

20051018

Cineclube de Aveiro apresenta:



quarta 19 . aveiro meu amor (junto às 5 bicas) . 22h . entrada livre


Mónica e o Desejo, de Ingmar Bergman

(Sommaren med Monika, Suécia, 1953)

com Harriet Andersson e Lars Ekborg

Mónica tem 17 anos e trabalha numa pequena cidade. Harry tem 19 anos e trabalha na mesma cidade. Um dia conhecem-se e apaixonam-se, ou pensam que se apaixonam, e partem juntos. Mónica discutiu com o pai e saiu de casa. Harry discutiu com o patrão e saiu do emprego. Nada os prende à cidade, ou pensam que nada os prende à cidade, e a fuga parece o único gesto lógico. Um barco basta para se isolarem durante semanas numa ilha. Esse Verão na ilha, os dias e as noites e os beijos e a nudez dos corpos e todo o desejo são o sonho. Sabe-se que alguns sonhos terminam e em Mónica sabe-se que o olhar apaixonado e rebelde foi mudando. Esta história é a história do olhar de Mónica. De como nos seus olhos permaneceu a inquiteude enquanto se alteravam as ilusões. Mas o título mente e no olhar de Mónica, não se enganem, houve mais do que um desejo. Nesta história, como em todas, não existem amores intactos. Alguns, contudo, estilhaçam-se mais do que outros. Começou tudo pela felicidade daquele Verão. Depois vêm as dúvidas. As de Mónica e as nossas. No filme, as imagens e as palavras fazem-nos muitas perguntas mas não nos dão qualquer resposta e não se poderia nunca esperar mais do que isso de Ingmar Bergman. O filme que tanto impressionou os protagonistas da Nouvelle Vague é tão transparente como vago. A maioria das perguntas, sem surpresa, estão no olhar de Mónica.

(filme inserido nos Ciclos Desiguais: "Playground Love")

20051015

Sábado 15

20051014

Exposição de Fotografia de Teatro, de Pedro Bastos

20051013

Quinta 13

20051012

Cineclube de Aveiro apresenta:



quarta 12 . aveiro meu amor (junto às 5 bicas) . 22h . entrada livre


Chungking Express, de Wong Kar-Wai

(Chong Ging Sen Lin, Hong Kong, 1994)

com Tony Leung, Faye Wong, Brigitte Lin e Takeshi Kaneshiro

Existem duas histórias que também são quatro e que se vão tocando pelas ruas de Hong Kong e há um local em que se vendem batatas fritas e se cruzam existências banais. Há um polícia abandonado pela namorada. Há outro polícia abandonado pela namorada. Um colecciona latas de ananás com o mesmo prazo de validade e nessa data vê o prazo de validade do seu amor. O outro fala com a mobília da sua casa mas a mobília não lhe responde e nesse silêncio ele vê uma ausência. Dela. E elas. Há uma que não sabe esquecer-se do mais pequeno desejo. Há outra que não permite lembrar-se. É uma criminosa de peruca e óculos escuros e isso não interessa nada. É uma criminosa mas parece apenas uma pessoa só. Usa duas máscaras. A outra não usa máscara alguma porque não sabe quem é. De tão entediada, vai fugindo da sua vida enquanto se prende na vida dele. Eles. Procurando-as sem saber. Depois existem dois corpos numa cama, uma casa diariamente invadida e uma canção repetida e repetida. Também existem perseguições mas a maioria delas é feita sem qualquer movimento que não seja a respiração incerta. Mas o filme, pois, o filme, é disso que se trata. No meio daquele caleidoscópio de imagens ninguém conseguiria filmar assim a imobilidade. Há quem diga que podia viver dentro de algumas da suas cenas. Claro que é exagero. A beleza sufoca.

(filme inseridos nos Ciclos Desiguais: "Playground Love")

20051009

Cineclube de Aveiro apresenta:



esta semana . quarta 12:

"Chungking Express", de Wong Kar-Wai (Hong Kong, 1994)

aveiro meu amor (junto às 5 bicas) . 22h . entrada livre

20051008

Sons #21 e #22

PATRICK WOLF - "Wind In The Wires" (2005)




SUFJAN STEVENS - "Illinoise" (2005)



Um chega ao segundo álbum e arrebata, o outro chega ao quinto (sem contar com um - por acaso bom - álbum de Natal) e preocupa. Patrick Wolf assina um dos melhores álbuns do ano. Sufjan Stevens parece começar a levar demasiado a sério o seu propósito de fazer um álbum por cada estado norte-americano. Patrick Wolf chegou com o prometedor "Lycanthropy" (2004) e não precisou sequer de um ano inteiro para cumprir a promessa. Wolf, que ainda há dias deu um concerto excelente no Festival Para Gente Sentada em Santa Maria da Feira, é um tratado sobre intensidade. Do rock estranho e contagiante de "Tristan" e "Libertine", passando pela beleza venenosa de "This Weather" e "Eulogy", este segundo álbum proíbe qualquer tranquilidade. Mas é isso que se quer, certo? Já o folk de Sufjan Stevens deixa-nos muito (in)tranquilos. Não lhe falta talento. Talvez lhe faltem travões. "Illinoise" até é um bom álbum, mas tem demasiadas músicas que parecem fazer pouco mais do que preencher espaço que justifique a saída de mais um álbum, não acrescentando nada a "Greetings From Michigan: The Great Lake State" (2003). Ainda assim, entre as canções de títulos intermináveis, há uma que começa por "Decatur" e outra que mete zombies ao barulho e que são dois dos momentos memoráveis do álbum (há alguns, há alguns...).

www.patrickwolf.com

www.sufjan.com

20051005

Sábado 8